Levantar da cama pra mim está sendo uma luta diária. Meu compromisso com a escola tem piorado minha situação, meu psicológico. Não estou dizendo que a escola seja ruim porque não é. O que me incomoda é que eu não me sinto em meu lugar.
Eu acordo todas as manhãs desejando ficar em casa na minha cama, me sentir solitariamente aconchegada embaixo dos edredons. Essa semana eu li Fragmentos, um livro que possui, mostra com clareza as emoções de Marilyn. Terminei hoje chegando a conclusão de que nossas emoções, o que sentimos são semelhantes, é como se eu estivesse dentro dela sofrendo, com a angústia no peito e o medo corroendo por dentro.
Eu não sei como ela morreu, confesso. Eu gosto de artistas mas não conheço suas respectivas biografias. Eu os conheço sentindo.
Talvez seja empatia, talvez seja o desejo de ter uma pessoa ao meu lado para poder conversar e no colo deitar.
Posso ser um tanto insensível com isso mas lendo aquelas agendas, anotações e cartas não senti pena, porque é isso que outras pessoas podem sentir ao ler. Aquilo tudo passou por mim batido, pra mim tudo aquilo é normal, é comum. O que mais me doeu foi quando a jogaram em um hospital psiquiátrico. Ali sim, meu coração apertou enquanto sentia uma dor angustiante.
Eu espero não ter que passar por isso um dia. Sei que não suportaria.
Não sou tão boa com palavras como ela, não sou admiradora de poemas e poetas, ainda, mas sei um pouco do que sinto, estou tão perdida, tão sozinha e deslocada como ela estava.
Ah, isso é certeza.
Uma conversa/desabafo como se eu falasse com uma pessoa em minha frente, porém, apenas eu e eu, talvez, conversamos. Juntos. Eu e eu
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