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Mostrando postagens de maio, 2017

Now

Eu fico triste. Fico triste quando ouço o silencio na minha casa, sei que elas estão falando de mim. Fico triste quando chego em casa e antes de abrir a porta. Não queria escutar tudo aquilo durante anos, nem em uma noite. Sou forte, sei que por mais um tempo vou aguentar...

Não

Acho que estou com medo de ficar sozinha. Não sei porque isso está em minha mente. Família, amigos, parceiros (que nunca tive), todos são tão importantes, todos nós temos eles em nossas vidas, mas você já teve a sensação de que você só tem você? Sem mãe, pai, avós, irmãos, tios ou primos, sem amigos, sem pessoas pra se divertir por uma noite ou pra se aconchegar por meses. Fico imaginando o que será de mim quando perder até minha família. Será desolador. Irei morrer, de qualquer forma. Não quero ficar sozinha, não além de ser.

"COME AND FADE ME"

Tá um pouco tarde, são 23h09. Não vem o sono, não tenho fome. Minha cabeça dói. Eu não sei se por acaso alguém vai ler isso, mas se você tá lendo fique sabendo que penso muito e sou confusa o suficiente pra embolar tudo e não falar nada do que queria. Hurricane. Halsey. Essa música é bem intensa pra mim, é como se eu dissesse que sou perigosa mas peço que me destrua para ter o melhor de mim. Desnorteada do jeito que tô não sei se o som realmente diz isso. Se quiser pesquise e ouça. Essa música me dá vontade de amar, sei lá eu porque mas dá. Amar uma pessoa é maravilhoso. Assim como conversei com o Lucas, que conheci em uma noite de rolê, o amor salva, mas te salva de tudo, qualquer coisa, ele te estabiliza, te põe no seu devido lugar e, não, por favor não faça como eu, diz que não quer ninguém do lado, que nem pensa em amar sendo que o que mais precisa é isso. Espero que um dia ele me salve, tenho esperanças de sair desse buraco.

Mais

Falo coisas emendadas, um assunto, uma palavra me puxa outro assunto, outra palavra. Estou mais tranquila, acho que escrever está me fazendo bem. Observando uns dias que se foram, percebi que não estou bem tem um mês mais ou menos. Só de pensar que me cortei mais um pouquinho pela dor que vem da casa do caralho me fere mais ainda. Quanto "mais". Tudo em mim é muito. Ou nada. 8 ou 80. Preto ou branco. Mais dor, mais desânimo, mais solidão, mais cortes, mais lágrimas, mais chateação, mais preto, mais brisas sem drogas. Mais.

22.05.17 - 23h02

Mais uma vez me senti mal. Com Halsey tocando em meu headphone, fui até o quintal e acendi um cigarro. Chorei. Quando eu choro, que é geralmente a noite, parece que há tantas coisas presas dentro de mim, que uma lágrima caindo, um sangue escorrendo me ajuda, me alivia de uma forma que não sei explicar. Muitos te julgam, ME julgam por eu me mutilar de vez em quando, mas ninguém quer entender o porque da coisa. A navalha é um vício maldito. É como o cigarro nos fins de tarde, a bebida alcoólica a noite, a droga injetável, os remédios para dores de cabeça que não passam. Me cortei diversas vezes, sempre me aliviou, me fez parar de chorar, me deixou dormir, me anestesia. Tenho consciência de que é uma coisa ruim, de que me dá marcas eternas como uma tatuagem. É complicado, não consigo explicar, não sou capaz. Mas acho que o que me deixa mal são meus próprios pensamentos. Não fui diagnosticada, não cheguei nesse momento enquanto frequentava a clínica psicológica. Estava desconfortável conv...

Início

Pra começar, meu motivo pra fazer isso não é compartilhar com o mundo o que se passa comigo. É só escrever mesmo. Eu escrevo o que sinto há anos, e o fato de eu arrumar minhas coisas e encontrar vários cadernos de 2009, 2010, me machuca ainda mais. Eu sei que se eu escrever aqui, nunca mais vou ver. É um alívio e ao mesmo um risco, pelo menos é o que acho. Enfim... Vou iniciar meus relatos com uma pequenina história, no momento onde, talvez, tudo começou. Minha família mora em São Paulo, e eu na Baixada Santista. Devido a distância, meus tios e primos só vinham uma vez por ano. Quando eu tinha 7 anos (hoje tenho 18), um dos meus tios veio nos visitar, numa antiga casa com um enorme quintal, e fomos o receber no portão. Eu muito tímida, me escondi atrás da minha mãe, fiquei com vergonha de falar com ele, ainda mais com um presente em um saco quase do meu tamanho. Me lembro até hoje: meu pai tirou um galho de uma árvore que estava próxima ao portão e me bateu, até eu entrar em casa, cerc...