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Simplesmente assim

Eu queria parar de me sentir assim. Eu não sei o que realmente tenho. Me sinto triste, desanimada, meu conforto é minha cama. Queria que alguém me abraçasse, me fizesse dormir com um carinho nas costas. Me protegesse. É um estado um tanto aterrorizante. Pra mim porque eu quero fazer tantas coisas. Estudar, trabalhar, sair e sorrir mas não consigo. É como se tivesse uma força maior me prendendo a um estado de sono, talvez. As vezes me pego em lugares, fazendo coisas que eu simplesmente não percebia que estava fazendo. Até no meio de uma conversa eu "acordo" e vejo que estou conversando e me pergunto como fui parar ali, naquele momento, com aquela pessoa. Meu foco nos estudos está sendo prejudicado. Minha vida está sendo prejudicada. Eu parei no tenho. Sinto coisas, as vezes vejo coisas. Tenho medos. E sempre desejo o fim. Mas fim do que afinal? Da vida, da dor, da solidão? Preciso de ajuda? Eu não sei. Palavras me machucam. Olhares me machucam. Eu me machuco. Fico desesperada quando não acho minha navalha. Choro. Não durmo. Sozinha vejo meu sangue escorrer. Alívio. Com o rosto molhado caio num sono profundo. E no outro dia tudo se repete. O medo, o desconforto, o desespero, a solidão, o choro, o corte, o sono. Um ciclo vicioso, uma morte. Minha cabeça está em coma. Praticamente um zumbi eu sou. Escrava de um mundo cinza sem fim. No escuro eu vivo. Tateando e me escondendo eu tento seguir. Quero um fim.

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