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22.05.17 - 23h02

Mais uma vez me senti mal. Com Halsey tocando em meu headphone, fui até o quintal e acendi um cigarro. Chorei. Quando eu choro, que é geralmente a noite, parece que há tantas coisas presas dentro de mim, que uma lágrima caindo, um sangue escorrendo me ajuda, me alivia de uma forma que não sei explicar. Muitos te julgam, ME julgam por eu me mutilar de vez em quando, mas ninguém quer entender o porque da coisa. A navalha é um vício maldito. É como o cigarro nos fins de tarde, a bebida alcoólica a noite, a droga injetável, os remédios para dores de cabeça que não passam. Me cortei diversas vezes, sempre me aliviou, me fez parar de chorar, me deixou dormir, me anestesia. Tenho consciência de que é uma coisa ruim, de que me dá marcas eternas como uma tatuagem. É complicado, não consigo explicar, não sou capaz. Mas acho que o que me deixa mal são meus próprios pensamentos. Não fui diagnosticada, não cheguei nesse momento enquanto frequentava a clínica psicológica. Estava desconfortável conversar com aquele estranho sentado em minha frente, não me sentia acomodada. Será que era por causa da sala vazia? Vou ficar sem saber...

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