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Pra começar, meu motivo pra fazer isso não é compartilhar com o mundo o que se passa comigo. É só escrever mesmo. Eu escrevo o que sinto há anos, e o fato de eu arrumar minhas coisas e encontrar vários cadernos de 2009, 2010, me machuca ainda mais. Eu sei que se eu escrever aqui, nunca mais vou ver. É um alívio e ao mesmo um risco, pelo menos é o que acho. Enfim... Vou iniciar meus relatos com uma pequenina história, no momento onde, talvez, tudo começou. Minha família mora em São Paulo, e eu na Baixada Santista. Devido a distância, meus tios e primos só vinham uma vez por ano. Quando eu tinha 7 anos (hoje tenho 18), um dos meus tios veio nos visitar, numa antiga casa com um enorme quintal, e fomos o receber no portão. Eu muito tímida, me escondi atrás da minha mãe, fiquei com vergonha de falar com ele, ainda mais com um presente em um saco quase do meu tamanho. Me lembro até hoje: meu pai tirou um galho de uma árvore que estava próxima ao portão e me bateu, até eu entrar em casa, cerca de 10 a 15 metros. Chorei. E ganhei um urso de pelúcia roxo, a Roxinha, que me conforta todas as noites. Não sei, mas acho que isso me marcou mais o coração do que as coxas.

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